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Alta do petróleo afeta perspectivas da Braskem, diz analista

24/04/2006 | 00h00

A alta do petróleo nos patamares acima de US$ 70 o barril vem tirando o brilho das notícias anunciadas nas últimas semanas pela Braskem, a maior petroquímica brasileira, segundo analistas.

Apenas neste mês, a petroquímica fez a compra do controle integral da Politeno, produtora de polietileno na Bahia, e firmou a assinatura de um contrato com a Pequiven para estudar a construção de um megapólo naquele país.

Apesar da alta de 1,72% na quinta-feira antes do feriado, os papéis da Braskem acumulam queda de 7,52% no mês e baixa de 18,33% desde o início do ano. O índice da Bolsa de Valores de São Paulo subiu 4,80% no mês e 18,89% no ano.

"Ainda que as notícias sejam positivas [os projetos na Venezuela], elas não são suficientes para alterar as perspectivas negativas de curto prazo, sobretudo em função dos recentes recordes nos preços do petróleo", disse o analista Marcos Fernandes Pereira, da corretora Fator, em relatório.

A disparada do petróleo afeta o preço da principal matéria-prima da Braskem, a nafta. O valor da commodity vendida pela Petrobras ainda não absorveu todo o impacto da alta do petróleo e a tendência é que continue afetando as petroquímicas. "Esta nova escalada de preços deverá prejudicar ainda mais as margens do setor no segundo trimestre", disse o Fator.

Segundo dados do Sindicato da Indústria de Resinas de São Paulo (Siresp), a nafta chegou a US$ 570 por tonelada em abril, em comparação com US$ 540 por tonelada em março. Se levasse em conta a relação histórica, a nafta chegaria a US$ 700 por tonelada em maio.

O Fator considera que o projeto venezuelano da Braskem é positivo, mas faz alerta sobre o risco político do investimento. "Ainda assim, acreditamos que operacionalmente o projeto agrega valor ao acionista no longo prazo", prevê.

A Merrill Lynch, no entanto, avalia que o risco político poderá anular as vantagens de longo prazo. "Somente quando o projeto estiver melhor definido será possível ser mais categórico", diz relatório do banco. "Embora acreditemos que a Braskem revele-se tão ágil quanto qualquer outra companhia ao negociar as peculiaridades de investimentos na Venezuela, por ora permanecemos cautelosos."

A Braskem anunciou que irá estudar por seis meses o projeto venezuelano, que exigirá investimentos de US$ 1,5 bilhão a US$ 2,5 bilhões. Se der certo, o pólo à base de gás começa a sair do papel no ano que vem para começar a operar até o fim de 2011.



Fonte: Valor Econômico
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