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Petroquímica

Alta de preços faz ganho da Unipar dobrar no trimestre

17/05/2005 | 00h00

A Unipar teve um lucro líquido consolidado de R$ 68,2 milhões no primeiro trimestre de 2005, 112% superior ao ganho do mesmo período do ano passado. Controlada pela família Geyer, a Unipar teve um desempenho beneficiado pelo aumento dos preços de produtos petroquímicos que tiveram forte expansão no decorrer do último ano.
Um ajuste nos estoques ocorrido na cadeia petroquímica afetou as vendas de resinas termoplásticas no trimestre. Mas outros produtos vendido pelas empresas controladas pela Unipar mais do que compensaram esse recuo.
O volume físico de vendas da Unipar subiu 8% no trimestre e a receita líquida deu um pulo de 55%, para R$ 630,3 milhões. As controladas integrais da Unipar, que inclui a divisão química, já representam 55% desta receita. Dois anos atrás, mal chegavam a 40%.
"Temos um perfil cada vez mais de empresa operacional do que de holding", disse o presidente da Unipar, Roberto Garcia. "Somos o único grupo com o foco totalmente no Sudeste."
O portfólio mais diversificado do grupo petroquímico, que também atua nas áreas químicas e logística, permitiu que a empresa ampliasse sua geração operacional de caixa em 75%, para R$ 130,6 milhões. A margem passou de 18,3% para 20,7% no trimestre.
A área química da Unipar lucrou R$ 26,9 milhões, alta de 118%. A divisão vem obtendo bons resultados impulsionado principalmente pela produção de cumeno, insumo usado pela Rhodia para a produção de fenol e acetona.
A Carbocloro, produtora de soda e cloro na qual a Unipar possui metade do controle, lucrou 115% acima do ano passado, alcançando ganho de R$ 45,3 milhões. O preço médio da soda saltou de US$ 80 a tonelada no primeiro trimestre de 2004 para US$ 370 por tonelada no último trimestre.
A Petroquímica União (PQU), central de matérias-primas do pólo petroquímico de São Paulo, lucrou 79% a mais, atingindo R$ 50,9 milhões. O resultado contou com o efeito positivo do aumento de preços da cadeia petroquímica.
A Polietilenos União, fabricante de resina, operou a plena carga, mas as vendas foram apenas 2% maiores devido à acumulação de estoques na cadeia. A saída foi elevar as exportações que cresceram 21% no trimestre. Isso afetou a margem e fez também o lucro líquido da Polietilenos cair 27%, para R$ 4,9 milhões, já levando em conta o efeito da reversão da amortização do ágio.
A dívida líquida da Unipar ficou praticamente estável, evoluindo 0,4% para R$ 666,9 milhões. A relação entre dívida e geração de caixa é de 1,47 vez.
A Rio Polímeros, empresa do pólo gás-químico do Rio de Janeiro que será inaugurada no dia 23 de junho, começará a impactar positivamente no caixa da Unipar no terceiro trimestre deste ano, o que deve derrubar essa relação.
No entanto, com os novos investimentos previstos para o aumento da capacidade de produção da PQU e da Polietilenos União, a dívida voltará a crescer, mas o diretor financeiro da Unipar, Vítor Mallmann, disse que essa relação não deverá passar de 1,7 vez.



Fonte: Valor Econômico
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