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P-57

Alta de custos pode ameaçar construção da plataforma

18/07/2008 | 08h54

A Single Buoy Mooring (SBM), empresa com sede em Mônaco, enfrenta dificuldades para desenvolver o projeto da plataforma P-57 nos valores acertados com a Petrobras. A construção da unidade foi contratada por US$ 1,195 bilhão, mas informações de mercado indicam que hoje o projeto não sairia por menos de US$ 1,5 bilhão. Fontes do setor dizem que, nos termos do acordo original, a SBM teria prejuízo com o contrato. 


Destinada ao campo de Jubarte, no mar do Espírito Santo, a P-57 terá capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo por dia e comprimir 2 milhões de metros cúbicos diários de gás. Prevista para ser concluída até 2011, a P-57 integra as metas de crescimento estabelecidas pela estatal brasileira no planejamento estratégico 2020. 


O planejamento prevê chegar a 2015 com produção de 3,45 milhões de barris equivalentes (boe) de petróleo e gás natural por dia. A P-57, que é projetada não só para produzir mas também para armazenar petróleo, é uma das plataformas incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. 


A Petrobras informou que não recebeu nenhum pleito da SBM sobre o valor do contrato da P-57 e que o cronograma do empreendimento segue de acordo com o planejado inicialmente. No mercado comenta-se, porém, que a petrolífera brasileira teria orientado informalmente o estaleiro Keppel Fels, de Angra dos Reis (RJ), onde está prevista a integração dos módulos da P-57, a se precaver na assinatura do seu contrato com a SBM para não assumir futuros prejuízos. 


Uma fonte disse que a SBM poderia tentar reduzir eventuais perdas com o projeto da P-57 na assinatura do contrato com o estaleiro, subcontratado na construção. A SBM tem memorando de entendimento com a Keppel Fels para a construção da plataforma, mas ainda não assinou o contrato definitivo com o estaleiro. O Valor apurou que as negociações comerciais estão em andamento e que o estaleiro deve fechar o contrato com a SBM. 


No exterior circulam informações de que a SBM estaria preocupada com a alta de custos em grandes projetos. O problema passa pela desvalorização do dólar que pode encarecer custos em reais nos projetos. A unidade de remoção de sulfato da plataforma da SBM teria superado os valores inicialmente orçados. Só os equipamentos da unidade estariam 40% mais caros do que a estimativa inicial, disse uma fonte. 


O Valor procurou a empresa que representa a SBM no Brasil. Um executivo da representante disse que não poderia nem confirmar, nem desmentir a informação sobre aumento de custos na P-57. Depois, ele disse que a informação era incorreta e não quis mais falar. No setor, comenta-se que a SBM teria começado a contratar equipamentos no exterior para reduzir as perdas da P-57, o que poderia levar a uma discussão futura sobre o cumprimento dos índices de nacionalização do projeto. 


O conteúdo nacional mínimo previsto na construção da P-57 é de 65%, excluindo a conversão do casco, que inicialmente seria realizada em Cingapura, e a compra de máquinas de grande porte. Pelo contrato com a Petrobras, a SBM fornecerá, para a conversão, o navio petroleiro Island Accord e usará um modelo básico próprio, adaptado de projetos utilizados em embarcações afretadas. 


Ainda segundo o acordo, ao final da construção, a SBM executará, por três anos, a operação da P-57, como contratada, pelo valor de US$ 63,55 milhões.



Fonte: Valor Econômico
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