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Conjuntura

Alta da gasolina e do álcool puxa índices de preços em março e preocupa analistas

16/03/2006 | 00h00

A redução dos preços chegará num momento de desgaste da imagem do governo, depois do malfadado acordo com usineiros para congelar o álcool combustível. Como a gasolina recebe a adição de álcool anidro (percentual de 20%), o impacto da queda será diluído nas bombas. Pelo menos até que o fim da entressafra da cana-de-açúcar cause efeitos no mercado, o que deve ocorrer em abril.

- Os usineiros ganham de todo jeito. Os motoristas que têm carro bicombustível já estão deixando de abastecer com álcool, porque o preço está acima da faixa de 70% do pago pela gasolina. Com o maior consumo, já não valia a pena. Só que os produtores continuam vendendo bem porque existe a adição à gasolina - explica o professor Edmar de Almeida, do Grupo de Economia da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Só em março, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o álcool subiu 11% e a gasolina, 3,4%. A alta surpreendeu a ponto de levar analistas a rever suas projeções para a inflação. O banco Credit Suisse reviu de 0,3% para 0,53% a estimativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, referência oficial), para este mês, por conta da alta dos preços. A meta de inflação, de 4,5% este ano, ainda não estaria comprometida, mas, sem a redução dos preços dos combustíveis, seria reduzida a margem para novos cortes na taxa básica (Selic) - juros mais baixos, de acordo com os economistas, estimulam o consumo e, por tabela, aumentos de preços.

Desde abril de 2003, quando a gasolina caiu 10%, a Petrobras não mexe para baixo no preço dos combustíveis. Em setembro do ano passado, com a disparada do petróleo no mercado internacional, houve aumento de 10%.

Depois disso, as cotações do barril recuaram, mas a estatal não acompanhou o movimento, o que provocou a atual defasagem. A diferença de preços ajudou a empresa a registrar, em 2005, lucro recorde de R$ 23,725 bilhões, 40% a mais do que no ano anterior.



Fonte: Jornal do Brasil
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