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Energia

Alstom cria primeira linha de produção

05/04/2011 | 09h52
O gigantismo das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio tem transformado não só a pauta trabalhista de obreiros da construção civil ou o mapa da geração hidrelétrica do país, mas também a vida dos fornecedores internacionais de equipamentos. Pela primeira vez em sua história, a empresa francesa Alstom está usando, em sua fábrica em Taubaté, interior de São Paulo, uma linha de produção, a exemplo do que é comum na indústria automobilística, para a produção de equipamentos mecânicos de turbinas hidrelétricas.
 
 
O ganho de produtividade foi tamanho que outras linhas de produção de equipamentos mecânicos vão começar a ser usadas nas unidades da China e Europa, segundo a vice-presidente global de pesquisa e desenvolvimento do negócio de hidrelétricas da Alstom, Maryse François. A engenheira fica em Grenoble, na França, onde está o centro tecnológico de hidrelétricas da empresa e que neste momento testa as turbinas que serão usadas em Belo Monte.
 

Não são todos os equipamentos mecânicos, entretanto, que podem ser produzidos em linha, em função de seu tamanho. Uma das partes da turbina que permite esse tipo de produção se encaixa perfeitamente é na fabricação de palhetas. As palhetas compõem a parte de trás da turbina e o jogo de três ou quatro delas forma um tipo de motor, como os usados em barcos e navios. O uso da linha de produção permitiu o ganho de nove horas na confecção de cada peça. Quando os preços para as usinas do Madeira foram cotados, a produção levaria 35 horas e agora é de 26 horas.
 

Outra vantagem da linha de produção é que em caso de erro, o processo afeta apenas uma palheta e não todas. "Antes, se descobríssemos um erro no processo, tínhamos que refazer todas as palhetas", conta o diretor da fábrica em Taubaté, Januário Dolores. "Se quisermos competir com os chineses, é na produtividade que temos que melhorar". Nesse tipo de peça, hoje a Alstom consegue produzir no Brasil peças tão competitivas quanto às chinesas.
 

Outras partes das turbinas também começam a ser produzidas em linha na fábrica de Taubaté, que já se prepara para fornecer equipamentos também para Belo Monte e Teles Pires. As duas hidrelétricas, entretanto, têm uma característica diferente de Jirau e Santo Antônio. As turbinas do tipo bulbo, usadas nas usinas do Madeira, são usadas em maior quantidade. Quase uma centena delas está sendo produzida para atender a demanda das usinas. A parte da Alstom corresponde a 30 turbinas e 39 geradores. A demanda é tamanha que toma conta de quase toda a capacidade de produção de Taubaté. É por esse motivo que parte das turbinas de Jirau está sendo feita em Grenoble, em uma pequena fábrica contígua ao centro tecnológico.
 
 
Ao longo dos séculos, a tecnologia de turbinas para hidrelétricas avançou no sentido de melhorá-las em produtividade, mas os tipos de turbinas são os mesmos de dezenas de anos atrás. A mais recente é justamente a turbina bulbo, que será usada no Madeira, mas foi criada em 1920. A de Belo Monte, por exemplo, é a Francis, a mais usada no mundo. Em breve, a novidade estará em tipos de turbinas feitas para gerar energia no mar. A da Alstom vai se chamar Tisec e a primeira turbina ganhará os mares, em projeto piloto, no início do próximo ano.


Fonte: Valor Econômico
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