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Setor naval

Aliança investe na operação de cabotagem

16/08/2004 | 00h00

A Aliança Navegação e Logística, armador brasileiro controlado pelo grupo alemão Oetker, está ampliando sua operação no transporte de contêineres na costa brasileira. A partir de 8 setembro, a empresa passará a escalar os portos de Vila do Conde, em Belém (PA), e de Vitória (ES) por meio de dois navios a serem acrescentados à frota da companhia. O serviço, com escalas quinzenais, permitirá à Aliança elevar a capacidade anual na cabotagem de 95 mil para 120 mil TEUs (contêineres equivalente a 20 pés), um aumento de 26,3%.
O lançamento do novo serviço tem dois objetivos: aliviar de cargas a rota principal da Aliança na grande cabotagem, que inclui os portos de Montevidéu, Rio Grande, Santos, Sepetiba, Suape, Recife, Fortaleza e Manaus, no sentido Sul-Norte; e abrir novos mercados. "Com o novo serviço, a Aliança consolida sua posição de liderança no transporte de contêineres na cabotagem", diz Mathias Stäubli, diretor de marketing da empresa para a América do Sul.
O executivo informou que a Aliança passará a ter sete navios operando na navegação na costa brasileira, sendo quatro próprios e três fretados. Até o momento essa frota é de cinco embarcações. Os dois navios que estão sendo incorporados à frota já eram utilizados pela Aliança na navegação de longo curso.
Os navios farão uma rota incluindo os portos de Santos, Sepetiba, Vitória, Salvador, Suape, Fortaleza e Vila do Conde, no sentido Norte; e Vila do Conde, Fortaleza, Salvador, Vitória e Santos, em direção Sul. Os produtos potenciais a serem transportados nessa rota incluem bens de consumo e itens de exportação das regiões Norte e Nordeste como cerveja, madeira, castanha do pará, pimenta e crustáceos.
Segundo Stäubli, a frota da Aliança na cabotagem poderá chegar a dez embarcações caso a economia continue a crescer e aumente a demanda pelo transporte marítimo de cargas. Nesta hipótese, a Aliança poderá direcionar para a cabotagem outras três embarcações de bandeira brasileira que hoje operam no longo curso. Com dez navios, a Aliança atingiria uma capacidade de transporte de cerca de 220 mil TEUs por ano.
Os planos de expansão da Aliança incluem ainda a construção de navios no Brasil, mas qualquer investimento neste campo dependerá da existência de um modelo que ofereça tranqüilidade aos armadores durante a fase de construção das embarcações. "O grupo olha com atenção as oportunidades para construir navios no país e poderá fazê-lo quando as condições estiverem dadas", diz Stäubli.
Um dos principais concorrentes da Aliança na cabotagem, a Docenave, anunciou recentemente que pretende encomendar a estaleiros nacionais dois navios para o transporte de contêineres na cabotagem. O investimento total previsto pela Docenave, controlada pela Cia. Vale do Rio Doce (CVRD), é de US$ 70 milhões, sendo 90% financiados pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM).
O movimento no setor é explicado pela reativação da economia e pelo esforço das empresas de navegação em mudar a cultura do transporte de cargas, ainda centrado no modal rodoviário. Stäubli diz que a cabotagem é viável economicamente em distâncias marítimas acima de 1,5 mil quilômetros. Por outra parte, a distância entre o porto e a fábrica não pode superar os 300 quilômetros. Em 2004, a Aliança deverá movimentar 250 mil TEUs, sendo 40% na cabotagem e 60% no longo curso.



Fonte: Valor Econômico
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