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Mundo

Alemanha para reatores e preço de energia sobe na UE

16/03/2011 | 09h35
Os preços da eletricidade na Europa subiram ontem depois que a Alemanha paralisou sete reatores - um terço da capacidade nuclear do país, na esteira da crise atômica japonesa.
 

A decisão do governo alemão foi o sinal mais claro de uma ampla reavaliação, na Europa, do papel da energia nuclear. Nobuo Tanaka, veterano diplomata japonês que comanda a Agência Internacional de Energia (AIE) reconheceu que a energia nuclear pode "não desempenhar um papel tão grande" como tinha previsto anteriormente.
 

A crise nuclear no Japão foi um "ponto de inflexão na história da sociedade baseada em tecnologia", disse a premiê alemã, Angela Merkel, depois de colocar em vigor um decreto suspendendo por três meses a operação de todas as usinas nucleares construídas antes de 1980.
 

No ano passado, a premiê Merkel estendera de 2022 para 2036 o uso da energia elétrica de origem nuclear na Alemanha, após negociações com as companhias no setor. Anteontem, ela voltou atrás.
 

Günther Oettinger, o comissário de Energia da União Europeia, anunciou ontem que as usinas nucleares em toda a Europa passarão por "testes de estresse" voluntários, numa iniciativa que visa reforçar as normas de segurança em resposta aos acontecimentos no Japão. A Comissão Europeia vai também pressionar para que países como Suíça e Turquia submetam suas instalações nucleares a testes similares.
 

Oettinger afirmou que esses testes serão supervisionados por especialistas independentes e verificarão a resistência a incidentes como terremotos, ataques terroristas e apagões.
 

François Fillon, o primeiro-ministro da França, prometeu que todos os 58 reatores nucleares no país serão submetidos a testes de segurança, pois o governo quer evitar que a opinião pública possa voltar-se contra o setor. Cerca de 75% da eletricidade consumida na França é de origem nuclear, o maior percentual do mundo.
 

A Enel, companhia de eletricidade estatal italiana, reafirmou a manutenção do apoio aos planos do governo de centro-direita de retomada das iniciativas da indústria nuclear no país. Mas já há protestos contra isso no país.
 

O custo da eletricidade na Alemanha, um referencial europeu, subiu após o anúncio de Berlim, pois as companhias de eletricidade provavelmente queimarão gás natural e carvão térmico, mais caros, para cobrir o déficit de eletricidade.
 

O custo do nível básico de energia - o tipo de energia fornecida permanentemente à rede elétrica - para entrega em abril, na Alemanha, chegou a subir 17,9%, para uma alta de €64,25 por megawatt/hora.
 

O salto (do preço) na terça-feira foi o maior intradiário desde 2003. Os preços para entrega em um mês subiram 27,9% desde o terremoto e o tsunami que atingiram o Japão na sexta-feira.
 
 
Os preços em outros mercados europeus importantes, inclusive na França e na Espanha, também subiram.


Fonte: Valor Econômico
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