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Nova tecnologia

Álcool com poder de gasolina

04/08/2008 | 04h43

A Gevo Inc, empresa americana que desenvolve biocombustíveis de segunda geração, quer comercializar no Brasil nova tecnologia que pode tornar o álcool combustível mais potente, afirmou executivo da companhia na quinta-feira. Com pequenas alterações nas usinas, a tecnologia permitiria que elas produzissem isobutanol, um biocombustível com poder energético equivalente ao da gasolina e, portanto, superior ao do etanol.

 

Tendo como investidores a Khosla Ventures e a Virgin Green Fund (que começou como Virgin Fuels), a idéia da Gevo é exportar o isobutanol produzido no Brasil para os EUA, onde o produto pode substituir um aditivo misturado à gasolina cujo uso é obrigatório.

 

"O modelo de negócio consiste numa adaptação das usinas de etanol aqui por um custo muito baixo e, em vez de produzirem etanol, poderiam fazer isobutanol, que pode ser vendido com um prêmio em relação à gasolina", disse o vice-presidente da Gevo, Brett Lund.

 

A companhia estima que o investimento necessário para isso fique em cerca de 10 centavos de real por litro. Assim, o retorno do investimento se daria integralmente já no primeiro ano de produção. Outra vantagem é que o produto é isento de tarifa de importação para entrar nos Estados Unidos. Isto criaria uma brecha para os brasileiros, que enfrentam um imposto de 54 centavos de dólar por galão nas vendas diretas para os norte-americanos.

 

"Descobrimos uma maneira de exportar açúcar do Brasil num formato diferente porque, independente de ser etanol ou butanol, ele pode ir para a Europa e os Estados Unidos e competir (em condições iguais com o etanol local)", disse Dimitri Pauwels, conselheiro da Virgin na América Latina.

 

Este seria o primeiro passo de Richard Branson no setor brasileiro de álcool.O bilionário britânico e fundador do Virgin Group é um defensor das vantagens do biocombustível brasileiro, que utiliza a cana-de-açúcar como matéria-prima, frente ao seu similar fabricado a partir do milho, menos eficiente do ponto de vista energético e de custos mais elevados.

 

"Em vez de investir em uma empresa de etanol, a tecnologia pode beneficiar muitas delas. A Virgin pode se transformar em uma fornecedora de tecnologia para todos os players do Brasil, e não só a operadora de uma usina", disse Pauwels. O isobutanol também é matéria-prima para a fabricação de biodiesel, bioquerosene de aviação, plásticos e fibras.Uma das principais diferenças entre a nova tecnologia e a convencional das usinas brasileiras é o uso de microorganismos em vez de enzimas na transformação da sacarose da cana.



Fonte: Jornal do Commercio
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