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Rio Oil & Gas 2012

AL e Oriente Médio definem panorama mundial de petróleo

21/09/2012 | 12h21

A América Latina, com aumento de demanda, e o Oriente Médio, com expansão da oferta, deverão definir o panorama mundial de petróleo no mundo nos próximos anos. O shale oil (óleo de xisto) nos EUA também terá papel crucial no novo cenário, segundo projeções de especialistas em mercado global apresentadas ontem na Rio Oil & Gas.



"Está havendo uma mudança na ordem mundial", avalia o vice-presidente executivo da KBC Advanced Technologies, Ed Kleingueti. "É um quadro bastante complexo", completa o gerente de planejamento estratégico da Petrobras, Gilberto Ribeiro de Carvalho. Ambos ressaltam o momento de alta volatilidade no mercado atual de petróleo e derivados.



Segundo Carvalho, a atual dificuldade do setor para fazer as projeções nesse cenário de incertezas se reflete nos problemas para a definição de novos investimentos, não apenas no caso da Petrobras, mas também nas demais empresas de óleo e gás em todo o mundo.



De acordo com Kleingueti, paralelamente à atenção permanente ao mercado chinês, o mundo hoje se configura, nesse setor, com perspectiva de aumento de capacidade em refinarias na América Latina - inclusive no Brasil, com os quatro grandes projetos em andamento -, nos Estados Unidos e no Oriente Médio, onde as expansões estão voltadas para exportação.



No que diz respeito à América Latina, ele acredita que com o aumento do PIB na região e o atraso nos projetos de refinaria, as importações líquidas devem prosseguir, sobretudo vindas do Golfo dos EUA.



Um dos principais signos da nova ordem, segundo Kleingueti, é que os EUA são os principais fornecedores para o mercado latino-americano, diminuindo a participação europeia. Ele também destaca que "o fenômeno do óleo de xisto mudou de modo dramático a dinâmica da oferta de crus".



Mattew Partridge, da Wood Mackenzie, sublinhou que o novo panorama mundial encontra os EUA produzindo mais Gás Natural Líquido (GNL) por causa do gás de xisto e, em longo prazo, "também não se deve desprezar" o impacto do etanol que, segundo ele, deve limitar a necessidade de gasolina no mercado norte-americano no futuro.



Daniel Lopez, sócio e diretor-presidente do Boston Consulting Group (BG Madri), acredita que as margens da indústria de refino deverão se manter estreitas nos próximos cinco anos.  No entanto, garante que isso não deverá afetar investimentos já definidos, mas sim as decisões que serão tomadas a partir de 2017. "A boa notícia é que depois disso haverá alguma racionalidade no setor e os bons tempos virão para as refinarias."



Fonte: Redação TN
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