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Petróleo

AIE estima US$ 1 tri de receita para Opep

30/03/2011 | 10h13
A Opep, Organização dos Países Exportadores de Petróleo, está a caminho de registrar US$ 1 trilhão em receitas de exportações neste ano, pela primeira vez, se os preços do petróleo permanecerem acima de US$ 100 o barril, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
 

A organização tem sido um das principais beneficiárias do encarecimento do petróleo, cujo preço subiu, nas últimas semanas, em meio a revoltas civis no Oriente Médio e norte da África. Na terça-feira, o tipo Brent foi negociado a US$ 115 o barril, quando os ministros de Relações Exteriores reuniram-se em Londres para explorar opções para o futuro da Líbia se Muamar Gaddafi deixa o poder.
 

Fatih Birol, economista-chefe da AIE, disse que nova avaliação da agência regulamentadora e fiscalizadora dos países ricos em petróleo mostrou que o número de barris exportados pela Opep em 2011 será ligeiramente inferior ao de 2008, quando as receitas do petróleo chegaram a US$ 990 bilhões.
 

No entanto, se o preço médio permanecer em torno de US$ 100 o barril, ainda assim as receitas da Opep com o petróleo atingirão um recorde de US$ 1 trilhão este ano. A estimativa é baseada na produção total da Opep, inclusive gás natural líquido.
 

"Seria a primeira vez na história da Opep em que as receitas do petróleo terão atingido US$ 1 trilhão. Isso se deve principalmente ao encarecimento e maior produção (de petróleo)", disse Birol. "No entanto, a Arábia Saudita tem feito esforço substancial para acalmar os mercados de petróleo aumentando a produção e impedindo os preços de subir mais", acrescentou.
 

Muitos dos maiores produtores da Opep já estão usando os ganhos resultantes dos altos preços para aumentar os gastos públicos, em parte para evitar agitação popular. O rei Abdullah da Arábia Saudita anunciou, no mês passado, um pacote de US$ 35 bilhões de novos benefícios.
 

Mas essa benevolência implica que o país agora precisa de um petróleo a US$ 83 por barril para equilibrar o orçamento nacional deste ano, segundo Leônidas Drollas, economista-chefe do Centro de Estudos de Energia Mundial, em Londres. Dez anos atrás, o reino poderia equilibrar seu orçamento com preços inferiores a US$ 30.
 

Birol disse que o petróleo mais caro "começou a prejudicar a economia mundial", acrescentando estar "muito preocupado com os países da OCDE.


Fonte: Valor Econômico
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