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Agroenergia

ADM assume 100% de usina em Minas Gerais

26/04/2011 | 10h24
O ex-ministro Antônio Cabrera acertou na última quarta-feira, véspera de feriado, sua saída da sociedade com a americana Archer Daniel Midland (ADM) na usina Limeira do Oeste, em Minas Gerais. Após meses de idas e vindas, as duas empresas entraram em acordo quanto à saída de Cabrera - representado pela holding Canaã Participações. Agora a administração da usina está toda nas mãos da multinacional americana.
 

Um pedido de abertura de arbitragem foi feito na Câmara de Comércio Brasil Canadá (CCBC) para resolver o valor a ser pago a Cabreira pelos 51% que detinha no negócio, segundo confirmou seu advogado, Ricardo Tepedino, do Tepedino, Migliori e Rocha Advogados.
 
 
No foro privado, as duas empresas também devem formular pedidos indenizatórios, caso se sintam prejudicadas por descumprimento de contratos por uma das partes. Questionado sobre que pedidos Cabrera deve fazer, o advogado preferiu não comentar.
 

De acordo com fontes com conhecimento do assunto, o processo de arbitragem está avançando na CCBC. As duas empresas já indicaram seus árbitros - no total são três -, e a arbitragem deve ser instalada em meados de maio. Por meio de nota, a ADM confirmou a opção da Canaã Participações de deixar a parceria e que passou a gerenciar o negócio.
 

As duas empresas se associaram em 2008 em um projeto que previa construir duas usinas de açúcar e álcool, uma em Minas Gerais, e outra em Jataí, Goiás, cada uma com capacidade para processar 3,5 milhões de toneladas de cana.
 

Mas apenas o projeto do Triângulo Mineiro saiu do papel, ainda assim, incompleto, pois por enquanto só há produção de etanol. O cronograma previa inauguração de uma usina de açúcar anexa a Limeira do Oeste em 2010, o que não vingou. Nesse ponto estaria a insatisfação de Cabrera com a sócia, que tinha 49% do negócio. Segundo as mesmas fontes, a americana, maior produtora de etanol a partir de milho dos EUA, teria perdido o interesse no negócio de cana, estancando, assim, investimentos.
 
 
A usina em Jataí, que também deveria ter sido inaugurada em 2010, nem começou a ser construída. Além do suposto desinteresse, a ADM estaria, segundo as mesmas fontes, postergando uma definição sobre se fica ou sai do negócio.
 
 
Em outubro do ano passado, conforme publicou o Valor, a ADM estava avaliando vender sua participação na usina mineira. Alguns potenciais compradores mostraram interesse na fatia da múlti, entre elas a belga Alcotra, cuja cúpula teria até se reunido na sede da ADM, nos EUA. Mas em dezembro, a multinacional mudou de planos e decidiu que iria adquirir a participação de Cabrera, conta uma fonte próxima à parceria.
 

Dessa forma, as negociações recomeçaram e as empresas chegaram a assinar compromisso de compra e venda. Naquele momento, segundo a fonte, um valor próximo de US$ 120 por tonelada de cana instalada teria sido fixado como remuneração à participação de Cabrera na usina.
 

A negociação, no entanto, foi anulada pela matriz da ADM, o que teria sido a gota d' água para o pedido de arbitragem. Procurado, Cabrera não comentou. Na mesma nota, a ADM informou que não lhe cabe comentar as razões que motivaram a saída de seu então sócio.


Fonte: Valor Econômico
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