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EUA e Canadá

Adiamento da visita de Dilma aos EUA impacta diálogo sobre energia

02/10/2013 | 10h25

 

A suspensão da visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, no rastro do escândalo de espionagem praticada por Washington, já começa a ter efeito em outras áreas: causou o adiamento de encontro do Diálogo Estratégico sobre Energia (DEE) que iria ocorrer duas semanas antes da chegada de Dilma.
O Valor apurou que a decisão de adiar o encontro sobre energia partiu do governo brasileiro e estaria ligado à suspensão da visita da presidente. O DEE não tem data para ocorrer.
O Diálogo Estratégico sobre Energia foi lançado em 2011 por Dilma e pelo presidente Barack Obama, tendo como áreas prioritárias da cooperação os bicombustíveis, petróleo e gás natural, energia limpa e eficiência energética.
Desde então, os EUA e o Brasil realizaram reuniões para fortalecer as relações em questões energéticas, aumentando o comércio bilateral de bens e serviços relacionados a energia e aperfeiçoando a segurança energética e compartilhada, conforme os americanos.
Fontes americanas insistem que os interesses econômicos são comuns e que outros mecanismos, como o fórum de executivos dos dois lados, trabalham com agilidade para ampliar os negócios.
A fricção causada pelas revelações da espionagem praticada por agências americanas não pode ser resolvida mais claramente por Washington até por uma razão simples, na avaliação do analista Claude Barfield, do American Entreprise Institute, de Washington.
Para ele, Obama teve que manter uma linha rígida, até porque pode ter sido aconselhado pelas agências de informação a nao fazer promessas ao Brasil que não poderia cumprir mais tarde.
O que é certo, para o analista americano, é que a espionagem econômica vem aumentando em todo lugar.
Para Aluisio Campos, professor da American University, em Washington, a relação política bilateral sofre esfriamento, mas do lado econômico não tem impacto. O professor Paulo Ferracioli, da Fundação Getulio Vargas (RJ), também não vê atrito na parte econômica, considerando os interesses concretos dos setores privados brasileiro e americano.
As revelações de espionagem americana estiveram na terça-feira nos debates da abertura do Fórum Público da OMC. Um americano indagou ao diretor-geral, Roberto Azevedo, sobre relação entre segurança cibernética e regras do comércio. Ele retrucou que esse é um dos maiores desafios hoje, manifestando também sua preocupação sobre quem poderia ter acesso a seus próprios email ou telefonemas.
O diretor-geral da Organização Mundial para Propriedade Intelectual (OMPI), Francisco Gurry, presente ao debate, considerou que "a espionagem perpetrada aumentou, como aumentaram os alvos".

A suspensão da visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, no rastro do escândalo de espionagem praticada por Washington, já começa a ter efeito em outras áreas: causou o adiamento de encontro do Diálogo Estratégico sobre Energia (DEE) que iria ocorrer duas semanas antes da chegada de Dilma.


O Valor apurou que a decisão de adiar o encontro sobre energia partiu do governo brasileiro e estaria ligado à suspensão da visita da presidente. O DEE não tem data para ocorrer.


O Diálogo Estratégico sobre Energia foi lançado em 2011 por Dilma e pelo presidente Barack Obama, tendo como áreas prioritárias da cooperação os bicombustíveis, petróleo e gás natural, energia limpa e eficiência energética.


Desde então, os EUA e o Brasil realizaram reuniões para fortalecer as relações em questões energéticas, aumentando o comércio bilateral de bens e serviços relacionados a energia e aperfeiçoando a segurança energética e compartilhada, conforme os americanos.


Fontes americanas insistem que os interesses econômicos são comuns e que outros mecanismos, como o fórum de executivos dos dois lados, trabalham com agilidade para ampliar os negócios.


A fricção causada pelas revelações da espionagem praticada por agências americanas não pode ser resolvida mais claramente por Washington até por uma razão simples, na avaliação do analista Claude Barfield, do American Entreprise Institute, de Washington.


Para ele, Obama teve que manter uma linha rígida, até porque pode ter sido aconselhado pelas agências de informação a nao fazer promessas ao Brasil que não poderia cumprir mais tarde.


O que é certo, para o analista americano, é que a espionagem econômica vem aumentando em todo lugar.


Para Aluisio Campos, professor da American University, em Washington, a relação política bilateral sofre esfriamento, mas do lado econômico não tem impacto. O professor Paulo Ferracioli, da Fundação Getulio Vargas (RJ), também não vê atrito na parte econômica, considerando os interesses concretos dos setores privados brasileiro e americano.


As revelações de espionagem americana estiveram na terça-feira nos debates da abertura do Fórum Público da OMC. Um americano indagou ao diretor-geral, Roberto Azevedo, sobre relação entre segurança cibernética e regras do comércio. Ele retrucou que esse é um dos maiores desafios hoje, manifestando também sua preocupação sobre quem poderia ter acesso a seus próprios email ou telefonemas.


O diretor-geral da Organização Mundial para Propriedade Intelectual (OMPI), Francisco Gurry, presente ao debate, considerou que "a espionagem perpetrada aumentou, como aumentaram os alvos".

 



Fonte: Valor Econômico
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