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Negócios

Acordo com Petronas não segura queda da OGX

09/05/2013 | 18h00

 

A venda dos 40% do campo de Tubarão Martelo para a Petronas, da Malásia, por US$ 850 milhões, não aliviou as preocupações do mercado em relação à situação financeira da petroleira OGX. Ontem (8), as ações da empresa chegaram a subir quase 10%, mas no final do dia tudo foi perdido. Os papéis encerraram o pregão em baixa de 9,74%, a R$ 1,76. Entre as explicações para esse comportamento estão o fato de a venda já ter sido precificada anteriormente, e o grande volume de operações especulativas com o papel.
Encerrado o negócio com a Petronas, o empresário Eike Batista continua negociando com a russa Lukoil a venda de uma fatia da OGX e também com a japonesa Sumitomo. Os US$ 850 milhões do negócio incluem 40% de Tubarão Martelo e ainda os prospectos Ingá e Peró, que estão nos blocos BM-C-39 e BM-C-40, que formam o Complexo de Waikiki.
Ontem, após divulgar detalhes do negócio, a OGX não confirmou nem desmentiu informações do 'Valor' de que o pagamento será escalonado, com apenas US$ 250 milhões sendo pagos quando a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovar o negócio.
Outros US$ 500 milhões virão quando o campo começar a produzir, o que está previsto para o fim do terceiro trimestre, depois que a plataforma OSX 3 chegar da Ásia, onde está sendo construída, e tiver sido conectada aos poços perfurados. Isso significa que serão pagos apenas US$ 750 milhões este ano, se tudo der certo. Os US$ 100 milhões restantes - que completam o total do negócio - estão condicionados à performance da produção na área a partir de 2014.
Os bancos utilizaram essa informação para calcular os benefícios da transação, já que a empresa só vai se pronunciar na teleconferência marcada para amanhã, para comentar o resultado que será divulgado hoje. Como antecipado, o acordo entre a Petronas e a OGX dá à malaia a opção ("call") de comprar até 5% do capital social da OGX detido pelo empresário Eike Batista, fundador da empresa, sem diluir os minoritários.
A opção pode ou não ser exercida (não há qualquer obrigação), e vale até abril de 2015. O preço estipulado é R$ 6,30 por ação, o mesmo estabelecido para a opção de venda ("put") que a OGX tem contra Batista até o limite de US$ 1 bilhão e que vence em 2014. A preços atuais, a "call" da Petronas equivale a US$ 500 milhões, mas na prática só vai acontecer se o preço da ação da OGX mais que triplicar.
O Morgan Stanley esperava que o acordo fosse anunciado junto com uma nova estimativa de reservas da OGX, o que não aconteceu. Por isso, segundo os analistas, a incerteza sobre os volumes e a produtividade dos campos da empresa irão continuar. O Itaú BBA destacou que havia um temor por parte dos analistas do mercado de que a opção oferecida à Petronas pudesse ser inferior ao valor de mercado. Contudo, avaliaram os analistas, a valorização implícita do negócio aponta para um preço da ação inferior ao atual.
Já o Bank of America Merrill Lynch acha que a chave da transação está nos US$ 250 milhões que a companhia vai receber no curto prazo, que dão um pouco mais de fôlego. Mas os analistas ressaltaram que a maneira mais efetiva de elevar o caixa é o exercício da "put" contra Eike.
Uma demonstração da intensa movimentação vivida pelo setor, é que as ações QGEP, do grupo Queiróz Galvão, subiram 7,39% e fecharam cotadas a R$ 12,20, impulsionadas pela notícia de que a Barra Energia foi alvo de uma oferta de US$ 2 bilhões feita pela China National Petroleum Corporation (CNPC).
O presidente da Barra Energia, Renato Bertani, disse ao Valor que não comentaria a informação. Como a QGEP tem participações idênticas às da Barra em dois blocos no pré-sal de Santos (BM-S-8 e BS-4), a notícia sobre uma impulsionou a outra. Desde 2011, a Barra investiu US$ 470 milhões no Brasil e se concluída a negociação com a CNPC por US$ 2 bilhões, isso significará um prêmio equivalente a mais de quatro vezes o que os fundos First Reserve e Riverstone, principalmente, investiram. Apesar da OGX ter 30% do BS-4, não houve valorização, o que indica que o mercado enxerga maior valor no campo Carcará.

A venda dos 40% do campo de Tubarão Martelo para a Petronas, da Malásia, por US$ 850 milhões, não aliviou as preocupações do mercado em relação à situação financeira da petroleira OGX. Ontem (8), as ações da empresa chegaram a subir quase 10%, mas no final do dia tudo foi perdido. Os papéis encerraram o pregão em baixa de 9,74%, a R$ 1,76. Entre as explicações para esse comportamento estão o fato de a venda já ter sido precificada anteriormente, e o grande volume de operações especulativas com o papel.


Encerrado o negócio com a Petronas, o empresário Eike Batista continua negociando com a russa Lukoil a venda de uma fatia da OGX e também com a japonesa Sumitomo. Os US$ 850 milhões do negócio incluem 40% de Tubarão Martelo e ainda os prospectos Ingá e Peró, que estão nos blocos BM-C-39 e BM-C-40, que formam o Complexo de Waikiki.


Ontem, após divulgar detalhes do negócio, a OGX não confirmou nem desmentiu informações do 'Valor' de que o pagamento será escalonado, com apenas US$ 250 milhões sendo pagos quando a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovar o negócio.


Outros US$ 500 milhões virão quando o campo começar a produzir, o que está previsto para o fim do terceiro trimestre, depois que a plataforma OSX 3 chegar da Ásia, onde está sendo construída, e tiver sido conectada aos poços perfurados. Isso significa que serão pagos apenas US$ 750 milhões este ano, se tudo der certo. Os US$ 100 milhões restantes - que completam o total do negócio - estão condicionados à performance da produção na área a partir de 2014.


Os bancos utilizaram essa informação para calcular os benefícios da transação, já que a empresa só vai se pronunciar na teleconferência marcada para amanhã, para comentar o resultado que será divulgado hoje. Como antecipado, o acordo entre a Petronas e a OGX dá à malaia a opção ("call") de comprar até 5% do capital social da OGX detido pelo empresário Eike Batista, fundador da empresa, sem diluir os minoritários.


A opção pode ou não ser exercida (não há qualquer obrigação), e vale até abril de 2015. O preço estipulado é R$ 6,30 por ação, o mesmo estabelecido para a opção de venda ("put") que a OGX tem contra Batista até o limite de US$ 1 bilhão e que vence em 2014. A preços atuais, a "call" da Petronas equivale a US$ 500 milhões, mas na prática só vai acontecer se o preço da ação da OGX mais que triplicar.


O Morgan Stanley esperava que o acordo fosse anunciado junto com uma nova estimativa de reservas da OGX, o que não aconteceu. Por isso, segundo os analistas, a incerteza sobre os volumes e a produtividade dos campos da empresa irão continuar. O Itaú BBA destacou que havia um temor por parte dos analistas do mercado de que a opção oferecida à Petronas pudesse ser inferior ao valor de mercado. Contudo, avaliaram os analistas, a valorização implícita do negócio aponta para um preço da ação inferior ao atual.


Já o Bank of America Merrill Lynch acha que a chave da transação está nos US$ 250 milhões que a companhia vai receber no curto prazo, que dão um pouco mais de fôlego. Mas os analistas ressaltaram que a maneira mais efetiva de elevar o caixa é o exercício da "put" contra Eike.


Uma demonstração da intensa movimentação vivida pelo setor, é que as ações QGEP, do grupo Queiróz Galvão, subiram 7,39% e fecharam cotadas a R$ 12,20, impulsionadas pela notícia de que a Barra Energia foi alvo de uma oferta de US$ 2 bilhões feita pela China National Petroleum Corporation (CNPC).


O presidente da Barra Energia, Renato Bertani, disse ao Valor que não comentaria a informação. Como a QGEP tem participações idênticas às da Barra em dois blocos no pré-sal de Santos (BM-S-8 e BS-4), a notícia sobre uma impulsionou a outra. Desde 2011, a Barra investiu US$ 470 milhões no Brasil e se concluída a negociação com a CNPC por US$ 2 bilhões, isso significará um prêmio equivalente a mais de quatro vezes o que os fundos First Reserve e Riverstone, principalmente, investiram. Apesar da OGX ter 30% do BS-4, não houve valorização, o que indica que o mercado enxerga maior valor no campo Carcará.

 



Fonte: Valor Econômico
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