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América do Sul

Ações da Petrobras são pouco afetadas pela Bolívia

28/06/2005 | 00h00

Analistas afastaram nesta terça-feira (28/07) um impacto forte nas ações da Petrobras por conta da decisão do governo da Bolívia de assumir o controle das operações de petróleo e gás no país, assim como antecipar o pagamento de um polêmico imposto previsto para novembro.
"Só se for para aproveitar e realizar (lucros em cima da) subida de ontem (segunda-feira)... ainda é cedo (para analisar a decisão da Bolívia) e deve ter algum tipo de contrapartida", afirmou a analista do BES Securities Mônica Araújo.
As ações preferenciais da estatal fecharam em baixa de 1,17 por cento na Bovespa. O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa  fechou em leve alta de 0,14 por cento. Segundo analistas, prevaleceram as vendas para realização de lucros.
Na véspera, a blue chip subiu mais de 4 por cento, impulsionada pela alta do preço do petróleo, que nesta terça-feira recuou mais de 2 dólares e se afastou um pouco do patamar de 60 dólares por barril.
O governo da Bolívia anunciou na noite de segunda-feira que decidiu tomar o controle das instalações petrolíferas de todo o país para "garantir o domínio do Estado sobre as jazidas de hidrocarbonetos", o que na prática significará auditoria nas empresas.
"Essa medida não preocupa a Petrobras. A companhia sempre pautou a sua atuação pela transparência e lisura e a fiscalização do governo boliviano não traz maior preocupação", declarou um porta-voz da estatal brasileira.
Sobre a cobrança de impostos, que só era prevista para novembro e foi antecipada na segunda-feira, a Petrobras se esquivou de comentar.

US$1,5 bilhão na Bolívia

A Petrobras Bolívia começou a operar em 1996 e fez investimentos da ordem de 1,5 bilhão de dólares até 2004. O faturamento da unidade no entanto não chega a um por cento do total da companhia.
Em 2005, a produção média da Petrobras Bolívia até maio era de 54,6 mil barris diários de óleo equivalente (gás e petróleo). Como comparação, a média diária de toda a produção da empresa, nacional e internacional, até o mês passado, era de 2,1 milhões de boe.
A estatal brasileira opera os dois maiores blocos de gás do país, San Alberto e San Antonio, em Tarija, e desenvolve atividade de exploração em outros blocos localizados nas regiões de La Paz, Beni, Santa Cruz e Chuquisaca. A Petrobras ainda detém 26 por cento da distribuição de combustíveis e tem duas refinarias no país.
As reservas certificadas, provadas e prováveis dos dois campos em operação concentram cerca de 40 por cento das reservas de todo o país.
Para o analista do Credit Suisse First Boston (CSFB) Emerson Leite, ainda não ficou claro qual será o aumento de custo da estatal brasileira com a elevação do imposto de 32 para 50 por cento do total produzido. Ele alertou que provavelmente terá que refazer a contabilização das reservas da companhia junto à Securitie Exchange Commision (SEC), "mas nada muito expressivo", afirmou.
Já Marcelo Mesquita, do UBS Warburg, considera a notícia "muito ruim". "Isso certamente vai custar dinheiro para a empresa". Ele acrescentou no entanto que pior será para a Bolívia, que no longo prazo terá menos investimentos.
Ele concordou que ações da companhia sofrerão pouco, por causa do tamanho da operação boliviana da empresa, mas opinou que a atitude do governo daquele país deveria fazer a estatal rever sua internacionalização.
"A internacionalização da Petrobras é uma questão polêmica porque é uma estatal, para os contribuintes brasileiros é melhor que a Petrobras concentre investimentos no Brasil", observou Mesquita.



Fonte: Reuters
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