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Energia

Acionistas da Iberdrola decidem rumos no Brasil

27/05/2011 | 09h48
Os acionistas da Iberdrola se reúnem hoje na cidade de Bilbao, na Espanha, para aprovar uma grande pauta apresentada pelos administradores da companhia espanhola. Entre os diversos assuntos, estará em discussão os rumos da companhia no Brasil. Pela primeira vez na história mais recente da Iberdrola, a empresa levará para aprovação de seus acionistas - e não apenas como informe - as diretrizes a serem seguidas pelo conselho de administração. Entre essas diretrizes está a da permissão para que o conselho adote medidas com o objetivo de tornar o grupo espanhol controlador de seus negócios brasileiros.
 

O documento foi entregue aos diversos acionistas da companhia e o trecho que fala sobre o Brasil se destaca. Entre outras coisas, diz o seguinte: "O objetivo final da sociedade nesse país é o de manter, se não incrementar, sua presença no setor elétrico e, para isso, é necessário que a sociedade possa adotar as medidas oportunas que lhe permitam assegurar uma participação de controle na empresa na qual acabe aglutinando seus interesses naquele país, após o processo de reorganização que vem ocorrendo."
 

Com isso, a Iberdrola acaba oficialmente com a tentativa de fusão entre Neoenergia e CPFL Energia, desejo do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ). O fundo é sócio das duas companhias junto com Iberdrola (na Neoenergia) e Camargo Corrêa (na CPFL). Como noticiou o Valor, as negociações caminham para que a Neoenergia seja cindida. A Previ ficaria com as distribuidoras de Pernambuco e Rio Grande do Norte, além da Iberdrola vender a Elektro para a CPFL. A distribuidora Elektro foi adquirida neste ano pela espanhola. A Iberdrola ficaria com os ativos de geração. Mas um grande impasse tem travado as negociações: a distribuidora Coelba. A empresa que atua no Estado da Bahia é hoje o maior ativo do grupo, responsável por grande parte da receita e da capacidade de geração de caixa da companhia, e é desejada pelos dois sócios.
 

Mundialmente, a Iberdrola vive intensas transformações, a começar pela entrada recente de um fundo de investimento do Qatar entre os principais sócios da empresa. A companhia tem capital bastante pulverizado e por causa disso toda a administração e conselho são independentes, o que torna a aprovação de diretrizes entre os acionistas para sua atuação um ponto central. A independência da administração é tão notável que a Iberdrola trava uma disputa judicial com seu maior acionista, o também espanhol ACS, que briga para ter mais poder no conselho. Mas a Iberdrola tem conseguido evitar esse aumento no poder da ACS alegando conflito de interesses nos negócios da empresa. A ACS tem origem do setor de construção civil, que também tem atuação no setor elétrico, e detém 13,42% do capital da Iberdrola.
 

O fundo do Qatar tem 6,16% das ações e é o terceiro maior acionista, seguindo de perto o Bilbao Bizkaia Kutxa, com 6,17% do capital. Os outros maiores sócios são o banco espanhol Bancaja (5,17%) e o banco francês Natixis (4,81%). O sexto maior acionista não tem sequer 1% do capital da empresa.
 

O futuro da empresa no Brasil é apenas um pequeno ponto dentro de uma vasta discussão que os acionistas farão hoje em assembleia. Entre as principais discussões está a incorporação da Iberdrola Renovables, empresa controlada pela Iberdrola. O grupo espanhol é hoje uma das maiores elétricas do mundo e a maior em energia eólica. No Brasil, a empresa estreou no setor de eólicas no ano passado, sendo uma das maiores vencedoras do leilão. A Iberdrola é hoje dona da Elektro e tem 39% da Neoenergia.


Fonte: Valor Econômico
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