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Combustíveis

Acesita substitui GLP por gás natural e coque por carvão vegetal

20/04/2005 | 00h00

A Acesita, maior fabricante de aço inoxidável do país, anunciou ontem duas decisões que vão representar uma redução nos custos de US$ 50,00 por tonelada produzida. A siderúrgica vai substituir, no processo industrial, o gás liquefeito de petróleo (GLP) pelo gás natural e o coque (carvão mineral importado) pelo carvão vegetal. Por ano, a economia será de mais de US$ 40 milhões. "Estamos inseridos num mercado de disputa global, temos de reduzir nosso custo para aumentar a competividade", afirmou o presidente da empresa, Luiz Aníbal de Lima Fernandes. A Acesita produz 800 mil toneladas de produtos acabados por ano.
Só a substituição do coque importado pelo carvão vegetal na produção do gusa, matéria primeira na produção do aço, será responsável por US$ 40,00 de economia em cada tonelada produzida. A decisão será formalmente aprovada na próxima reunião do conselho de administração, semana que vem.
A substituição do GLP pelo gás natural representará mais uma redução de custos de US$ 10,00 por tonelada de aço produzida. Segundo o presidente da Acesita, a dependência do GLP em Timóteo era uma desvantagem competitiva na disputa com fabricantes internacionais. "A chegada do gás é um fator de equilíbrio."
A siderúrgica aguardava há pelo menos uma década pelo fornecimento de gás natural no Vale do Aço. Mas a Gasmig, estatal distribuidora de gás natural em Minas Gerais, nunca conseguiu cumprir as promessas de levar o gasoduto até a região onde estão concentradas grandes indústrias do Estado, como Acesita, Usiminas, Belgo-Mineira e Cenibra. Só neste ano, com a entrada da Petrobras no capital da Gasmig, controlada pela Cemig, é que será possível viabilizar os investimentos no ramal Vale do Aço, que terá 288 quilômetros de extensão, partindo do município de São Brás de Suaçuí.
Acesita e Gasmig assinaram ontem o contrato para fornecimento mensal de 6 milhões de m3 do combustível para a usina instalada na cidade de Timóteo. O contrato, por um prazo de seis anos, deverá representar uma receita de R$ 206 milhões para a distribuidora de gás. O gasoduto do ramal Vale do Aço só chegará a usina da Acesita em dezembro de 2007. Mas, até lá, a siderúrgica poderá receber o gás natural comprimido (GNC), transportado por carretas. A antecipação da entrega do gás está sendo negociada pela direção da Gasmig. Alternativa semelhante foi acertada com a Gerdau Açominas.



Fonte: Valor Econômico
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