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Empresas

Ação da Comgás sobe com planos para Novo Mercado

24/10/2011 | 11h48
A iniciativa da Comgás de avaliar a migração para o Novo Mercado, segmento de negociação da BM&FBovespa com regras mais rigorosas de governança, renovou o interesse dos investidores, impulsionando o preço das suas ações nos pregões recentes da bolsa.

Depois da divulgação do comunicado sobre os estudos, na quarta-feira (19), as ações preferenciais classe A (PNA, sem direito a voto) se valorizaram 4,1%, terminando a semana em R$ 35,70. Essa foi a maior cotação da empresa desde 16 de agosto, quando o papel ficou em R$ 37.

A valorização é interpretada por analistas como a aprovação do mercado à possibilidade da migração. Hoje, a distribuidora de gás de São Paulo está listada no segmento tradicional da bolsa.

A mudança para o Novo Mercado seria a indicação de que os principais investidores da Comgás - British Gas (BG) e Shell - devem captar recursos na bolsa para aumentar investimentos em redes de distribuição e ampliar a base clientes. Os controladores detêm 96% das ações ordinárias (que dão direito a voto) e 14% das preferenciais, o que corresponde a cerca de 79% do total do capital. Os outros 21% estão no mercado.

A Comgás tem concessão para operar numa área de 177 municípios do estado de São Paulo, mas sua atuação abrange 68 cidades. A operação já atende as principais regiões, como São Paulo, Campinas e Santos. A maior parte dos seus negócios ainda está concentrada em fornecimento de gás para clientes industriais.

No segundo trimestre, o setor industrial representou 79,6% da receita, de R$ 1 bilhão. A venda de gás para o segmento residencial correspondeu a 3,4%. Os clientes comerciais responderam por 2,1%, enquanto outros setores, como cogeração, significaram 22%.

"Após a privatização [em 1999], a Comgás concentrou esforços em clientes industriais, maiores consumidores", diz Nataniel Cezimbra Santos, analista do Banco do Brasil. "A empresa quer aproveitar o gasoduto instalado na área de concessão para investir na expansão da rede para a área residencial".

Esse setor é mais rentável para a Comgás do que o segmento industrial: significou 25% da margem bruta, que totalizou R$ 500 milhões no primeiro semestre, embora tenha representado apenas 3,4% do volume vendido.

Procuradas para comentar o assunto, a Comgás e a Shell não se manifestaram. O grupo BG informou por meio da assessoria de imprensa que "acredita que uma potencial migração para o Novo Mercado trará benefícios à empresa e a seus acionistas".

Uma mudança prevista no contrato de concessão também ajudaria a explicar o interesse da Comgás de captar recursos no Novo Mercado. É que desde o fim de março, a companhia não detém mais a exclusividade no fornecimento para indústrias que consomem mais de 300 mil metros cúbicos de gás por mês. Esse tipo de consumidor já pode comprar diretamente de outros fornecedores, como Petrobras e OGX.

Silvia Calou, diretora-presidente da Arsesp, agência reguladora de saneamento e energia de São Paulo, diz que a Comgás mantém exclusividade na distribuição, garantindo o recebimento da tarifa de uso do sistema de distribuição.

"A Comgás terá que continuar atendendo com qualidade, mas não tem muita margem de manobra para segurar os clientes", diz Silvia. "Esse cenário pode estimular a empresa a buscar novos setores. Como também continuará cobrando pela distribuição, não terá desequilíbrio de margem".


Fonte: Valor Econômico
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