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Fonte: Agência Lusa
Data: 03/07/2009 09:40
A América Latina representa cerca de 0,6% dos 121 GW de energia eólica instalada no mundo, mas tende a conquistar espaço no mercado “e crescer muito rapidamente”, segundo empresários do setor consultados pela Agência Lusa em Fortaleza.
Os números citados foram divulgados pela Global Wind Energy Council (GWEC) durante o evento “Power Future 2009” - Exposição Internacional das Energias Alternativas e Renováveis.
“Essa é uma situação de momento, pois temos vários empreendimentos em fase final de construção, em especial no Brasil”, disse o vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Afonso Carlos Aguilar.
Aguilar adiantou que mais de 500 MW estão em andamento país, enquanto Chile, Argentina, Peru e Uruguai trabalham na estruturação de seus projetos.
“Não podemos esquecer que as coisas demoram a acontecer. A Europa e os Estados Unidos levaram 20 anos para chegar aonde chegaram”, disse Armando Abreu, diretor geral da Braselco.
De acordo com Abreu, o Brasil foi o país que mais cedo investiu em geração eólica de energia e responde por 50% do global da América Latina, mas com perspectivas de chegar aos 80%.
“Por estarmos tão atrás, o potencial de crescimento dos negócios em renováveis é superior ao registrado em outros países”, afirmou.
Segundo ele, os avanços, recuos e atrasos por que passa o Brasil fazem parte “de um processo perfeitamente normal de maturação de uma indústria que é relativamente nova”.
Reconhece, entretanto, que o governo federal precisa criar condições para que o setor possa se desenvolver naturalmente “e evitar os sistemas protecionistas de reserva de mercado”.
Leilão
Para o leilão específico de eólica previsto para novembro, existe a proibição de importação de máquinas de até 1,5 MW. Além disso, a partir de janeiro de 2010, o imposto de importação das máquinas será de 14%.
Carlos Aguilar, da Abeeólica, disse que é preciso “uma rápida definição na forma de cadastramento dos projetos”, incentivos fiscais a indústria nacional e leilões pré-definidos para um período de 10 anos.
“Deste modo poderíamos iniciar o que chamamos de Plano 10 em 10. Isso é: a compra de 10 GW em energia eólica em 10 anos”, afirmou Abreu.
Para ele, no momento em que o governo estabelecer uma política de longo prazo pelo menos três novos fabricantes de equipamentos deverão se instalar no Brasil, em menos de dois anos, pois existe mercado. O potencial eólico brasileiro estimado pelo mercado é de 300 GW.
“Não tenho dúvidas sobre as possibilidades de avanços no setor”, dise o empresário, presidente de honra da Power Future 2009 - Exposição Internacional e Seminários das Energias Alternativas e Renováveis, realizado pela Câmara Brasil Portugal no Ceará, em parceria com o Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil e governo do Estado.
O evento reuniu instituições financeiras, prestadores de serviços, investidores, técnicos de governo e “praticamente todos os grandes fabricantes de equipamentos do mundo”, para palestras, debates e ronda de negócios.
A partir de 2010 e com a denominação de “All About Energy”, o encontro decorrerá em diferentes estados geradores e energias alternativas - Rio Grande do Sul, seguido do Rio Grande do Norte (2011) e Ceará (2012).
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